De volta para o Futuro: A Internet das Coisas

por Louise Marie Hurel

“Great Scott!”

Quem nunca sonhou com uma casa inteligente, capaz de “adivinhar seus pensamentos” e confortavelmente acomodar a sua preguiça de lavar, passar, ligar, desligar, trancar e abrir? Bem, eu idealizo isso pelo menos todos os momentos que alguem resolve entrar o meu quarto e abrir a janela com aqueles raios de sol cortantes para qualquer ser humano que preze pelo sono. OU MELHOR, quem nunca sonhou com a casa dos McFly’s no filme “De Volta para o Futuro”? Fazer pizza em 1 segundo, usar oculos hiper-tech (hoje conhecidos como Google Glass) e TER UMA HOVERBOARD <3?? O SONHO DE MUITOS adeptos da legitima fast food, videogames e skate!

Mas esse post não é sobre preguiça tampouco sobre a sua (minha) insatisfação de não poder andar por ai de hoverboard.

É sobre a internet das coisas.

A internet das coisas, também chamado de IoT (“Internet of Things”), é basicamente um conceito utilizado para representar a conexão entre o cotidiano e a tecnologia. É a tentativa de criar uma rede interconectada entre diversos utensílios que usamos no nosso dia a dia e a internet. Um exemplo seria “Nike+Shoes”. O sensor dentro do tênis (chip) que está ligado ao aplicativo da Nike baixado no celular, possibilita a transferência de dados entre eles, fazendo com que o usuário possa ter acesso aos dados da sua corrida e, ainda por cima, compartilhá-los nas redes sociais (Twitter, Facebook e etc..). Chip –> Tênis –> Celular –> Aplicativo –> Redes Sociais.

A IoT procura conectar tudo, desde a gestão de “cidades inteligentes” até controle de carros. Por mais que seja dificil definir o que seria uma “cidade inteligente”, devido às diferentes demandas e prioridades de cada localidade, elas utililizariam sensores e tecnologias para o monitoramento e aprimoramentos no formecimento de certos serviços para a população. Esse conceito também surge como uma forma de lidar com a crescente concentração de pessoas em zonas urbanas. Por exemplo, o antigo forte militar que hoje é considerado um bairro inteligente. Totalmente remodelado e reconstruído, Fort D`Issy na França, é composto por casas com sistemas de automação (softwares que são operados através de painéis), sistemas de coleta de lixo através de tubos subterraâneos, energia renovável, fornecimento de internet através de uma robusta malha de cabos de fibra ótica, entre outras funções integradas e “inteligentes”. Saindo dos bairros e pensando em termos de cidade, a cidade inteligênte (ex: cidade de Santander na Espanha) possui diversos sensores capazes de deterctar ruídos, trânsito, qualidade do ar, e muitos outros fatores.

tumblr_mofiyk7Rdm1suadn1o1_400Red alert! Ao ler e explorar as promessas e realidades que a IoT pode e está providenciando, me perguntei até que ponto esse sistema cotidiano <–> tecnologia era de fato benéfico. O alastramento e reprodução de sensores junto com a integração das coisas à internet levanta algumas questões.

Os problemas advindos do emprego da IoTs não tocam somente em questões ligadas ao direito à privacidade em uma era digital, mas também doem no bolso. Um carro moderno é, nada mais nada menos que uma rede de até 70 computadores em cima de rodas e envolvidos por armações de metal (adapatação do trecho da seguinte matéria: http://www.theguardian.com/commentisfree/2015/jul/26/the-guardian-view-on-car-computer-hacking-act-now) Recentemente, foram levados em consideração alguns erros identificados em carros da Fiat Chrysler. A empresa fez um “recall” dos carros “por conta de uma falha que permite o controle à distância dos carros, pela internet”. O sistema por eles utilizado, permite que o carro seja hackeado pela internet.

É desafiador pensar em mecanismos de segurança no emprego da IoT, principalmente no caso dos carros, pois em um celular ou computador, a atualização do sistema (que normalmente ocorre para reparar erros) é mais acessível do que em sistemas operacionais de carros. Uma possível saída é fazer que nem a Fiat Chrysler: fornecer USBs com a atualização do sistema do carro.

Em suma, os problemas e desafios enfrentados na internet que acessamos através de computadores e smartphones também estão presentes em qualquer dispositivo à ela (internet) ligados. Hackers, virus, malwares, ataques cibernéticos, erros em softwares, rastreamento da localização, formulação de políticas, privacidade vs. vigilância e segurança são alguns desses problemas.

Internet das coisas: Toma lá dá cá?

Food for thought:

1 – Como pensar políticas públicas para o emprego e desenvolvimento de IoTs? 2 – Até que ponto o “inteligente” é de fato inteligente se pensamos em proteção de dados pessoais? 3 – Qual carro você pensa em comprar? (hahaha brincadeira)

Bibliografia

Internet das coisas (IoT): http://www.techtudo.com.br/noticias/noticia/2014/08/internet-das-coisas-entenda-o-conceito-e-o-que-muda-com-tecnologia.html

Carros Conectados: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=40185&sid=18 https://blog.kaspersky.com.br/o-perigo-dos-carros-conectados/3472/ http://www.wired.com/2014/11/the-internet-of-things-bigger/ http://www.theguardian.com/media-network/2015/jul/23/data-driven-economy-marketing http://www.theguardian.com/commentisfree/2015/jul/26/the-guardian-view-on-car-computer-hacking-act-now http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=40263&sid=15

Cidades Inteligentes: https://www.foreignaffairs.com/articles/2014-10-31/future-cities https://www.youtube.com/watch?v=NDNTK8Ng5GQ http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=38476&sid=15

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Um comentário sobre “De volta para o Futuro: A Internet das Coisas

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