Furor Indica (pra caramba): Hamilton – An American Musical

por: Amanda Melo e Carol Grinsztajn

   Nessa semana e na ultima, as eleições norte-americanas passam por dois  importantes eventos: as convenções nacionais dos dois grandes partidos, Republicano e Democrata. Para quem vem acompanhando as convenções e as primárias, temos visto temas essenciais sendo discutidos apaixonadamente: imigração, racismo, o lugar da mulher na política, corrupção,  políticas econômicas. Posicionamentos sobre esses temas acompanham a política norte-americana  há tempos, mas talvez há mais tempo do que normalmente imaginamos- eles se desenvolvem com as próprias condições e contradições desde os primeiros governos norte-americanos. É claro que entede-los exige muita leitura e análise, mas o aprendizado sempre pode ser acompanhado de recursos que nos trazem reflexões e questionamentos, e arte normalmente é uma ótima companheira nessa viagem, então aqui vai a nossa indicação. Continuar lendo

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Furor Indica 2

por Amanda Melo

Você já deve saber que está correndo no Congresso brasileiro a discussão e votação da Proposta de Emenda da Constituição (PEC 171/93). Essa PEC especificamente propõe a redução da maioridade penal para crimes hediondos, que passaria de 18 para 16 anos, e foi aprovada em primeiro turno pela Câmara dos Deputados no início de julho deste ano, antes do recesso.

Em meio a essas votações, O Furor indica hoje esse vídeo do Nerdologia que pode te dar mais informação sobre o assunto  e te ajudar a formar uma opinião sobre o tema, ou, se você já tiver uma, te apresentar um novo argumento.

Fique à vontade para deixar sua opinião nos comentários!

Nostalgia “de menina”

por Amanda Melo

Desde criança eu tinha problemas com aquelas personagens femininas, seja em filmes com pessoas reais seja em animações, que só sabiam chorar e esperar serem resgatadas pelo seu príncipe encantado. Não tinha paciência pra todo esse drama, lamentações e inação.

Qual não era o meu prazer, então, quando surgiam personagens femininas fortes e inteligentes, que realmente faziam alguma coisa para atingir o que queriam ou para sair de uma situação indesejada! Vou apresentar aqui, então, uma pequena seleção de desenhos que eu via quando era criança e que mostram uma protagonista forte e que, pode parecer exagero, me ajudaram a crescer e me tornar muito mais aberta aos pensamentos feministas.

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Mohammed, Muhammed, Muhammad, Mohamed

por Amanda Melo

Essa semana foi divulgada uma pesquisa que apontava o nome “Mohammed” como o mais popular no Reino Unido[1]. A metodologia da pesquisa em si causou muitas controvérsias [2], pois agrupou variantes do nome (como Muhammed, Muhammad e Mohamed), tornando possível ultrapassar nomes considerados “mais ingleses”, como Oliver, Jack, ou George, nome do mais novo integrante da família real.

A questão da metodologia, porém, é secundária se analisarmos a resposta de muitas pessoas ao resultado, sendo ele válido ou não. Embora muçulmanos sejam minoria no Reino Unido, não foi difícil encontrar comentários sobre um plano de dominação muçulmana, o que levaria à necessidade de uma revolução por parte dos ingleses para garantir seu modo de vida, além de comparações com animais (ratos e porcos) e pedófilos [3]. Este post vai tentar jogar alguma luz sobre esses acontecimentos.

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Como seria o mundo sem livros?

por Amanda Melo

A impressão da Bíblia por Gutenberg (~1455), iniciou um longo processo de massificação dos livros, aumentando sua disponibilidade, reduzindo custos, estimulando a tradução para outras línguas. Graças a isso, a maioria de nós já leu pelo menos um livro durante a vida, seja ele um livro didático, histórico, de ficção, de imagens. Alguns deles viram símbolos religiosos, como a própria Bíblia, o Alcorão e a Torá; outros, símbolos culturais, como Senhor dos Anéis, Harry Potter e As Crônicas de Gelo e Fogo; outros viram símbolos de um movimento, como O Segundo Sexo de Simone de Bouvoir. Mas todos eles são mais do que tinta no papel, são um meio de comunicação entre o autor e o leitor.
Agora imagine todos os mais de 130 milhões de livros já escritos, quanta informação ali contida e produzida a partir deles. O que aconteceria se tudo isso desaparecesse?

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