Graça, Privilégio e o Poder do Luto: ainda sobre a Charlie Hebdo

por Marina Sertã

Sei que já faz mais de uma semana do atentado, e que isso é muito mais do que aguentamos discutir um acontecido internacional. Mas como Obama, Hollande e as mesas de boteco mundo afora não cessaram seus discursos e o número das vítimas das medidas islamofóbicas conta-terroristas cresce de maneira alarmante, achei que talvez ainda fosse tempo de me inserir no debate. Continuar lendo

Após Charlie Hebdo: e agora?

por Sergio Azeredo da Silveira Jordão.

           Eu estava na França quando o atentado aconteceu. Não em Paris, mas mesmo assim pude sentir e ver um pouco da reação do povo francês. A minha amiga Thaís já falou bastante sobre o que aconteceu no seu post do dia 08 de janeiro[1], por isso, gostaria aqui de mostrar só um pouco do que eu presenciei e do que eu acho que pode acontecer.

           O nordeste e o norte de Paris são as áreas mais pobres da cidade. É também lá onde mora grande parte dos imigrantes árabes, indianos e africanos. Continuar lendo

Sobre o atentado à Charlie Hebdo e a comoção popular

por Thaís Queiroz 

Como a maioria dos que estão conectados à internet ou a qualquer canal de televisão do país já sabem, ontem, dia 7 de janeiro de 2015, 12 pessoas foram assassinadas por dois homens armados e outras onze ficaram feridas na França, mais precisamente na edição da Revista Charlie Hebdo, mundialmente famosa (segundo o que as notícias dizem, é claro, pois eu, na minha humilde ignorância, não tinha nunca ouvido falar) por seu humor baseado em sátiras religiosas e políticas. Continuar lendo