Obama pela América- um pouco de sua viagem por Cuba e Argentina

por Marcelle Siqueira Santos.

Diferente da maioria dos ex-presidentes americanos que guardam o último ano de mandato para auxiliar nas eleições do partido ou cuidar da política interna, Obama resolveu sair por aí em uma tentativa de finalizar o máximo de assuntos que se propusera a resolver em seus anos de governo. Sua agenda abarca viagens que vão de Argentina até o Japão, mais especificamente em seu roteiro: uma viagem para Ásia, uma para Europa e uma para a América Latina [1]. De longe a mais simbólica e que marcou a última semana foi sua ida a Cuba. Continuar lendo

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Pontifex: O Vaticano e a “Construção de pontes”

por Louise Marie Hurel

O objetivo desse breve texto é de trazer o olhar para o Vaticano e as formas pelas quais ele atuou na resolução de conflitos – locais, internacionais, nacionais, regionais, religiosos. Contudo, um enfoque será dado ao papel internacionalizado e intrigante do Papa Francisco frente a esses conflitos. Esse reflexão é uma tentativa de olhar para o retrato multifacetado que a organização e a sua cabeça (o papa) desempenhou, podendo observar as diferenças, congruências e atividades já exercidas. Continuar lendo

ERA UMA VEZ UMA GUERRA CHAMADA FRIA: A Ilha Socialista, a potência capitalista e o restabelecimento das relações diplomáticas entre Cuba e EUA.

por Kayo Moura

Em minha primeira semana de férias parece que a política internacional, ao contrário de mim, não parou para um descanso. Em meu último post (fazer hiperlink) tratei sobre os 43 estudantes mexicanos desaparecidos e por isso não falarei hoje sobre o sequestro na cafeteria australiana que terminou com três mortos, incluindo o sequestrador. Muito menos quero trazer o lastimável caso das mais de 120 crianças assassinadas no ataque do Talibã a uma escola no Paquistão. Acredito que esses temas serão tratados aqui por outros colegas furorísticos. Contudo, não poderia deixar de desejar aos familiares daqueles que sofreram com essas e outras tragédias toda a força, paz, consolação e graças de Deus. Tenham certeza de que o mundo, pelo menos por alguns segundos, se compadeceu e compartilhou de sua dor.

Assim sendo, tratarei aqui de um acontecimento histórico na política internacional que também roubou a atenção mundial nessa semana. Trata-se do reatamento das relações diplomáticas entre EUA e Cuba. Esse que talvez tenha sido um dos mais vivos e simbólicos resquícios da Guerra Fria, certamente o mais aquecido ponto de embate entre os projetos políticos e sociais em disputa na Guerra Fria na América, chegou ao início de seu fim (?). De um lado, a ilha socialista na América, do outro, o país símbolo do capitalismo e no passado, uma Guerra chamada fria. Continuar lendo