Liberté, égalité, fraternité…laïcité?

por Carol Grinsztajn e Franco Alencastro

6 meses após os ataques do Charlie Hebdo, o debate sobre o lugar do Islã na sociedade francesa continua. Dessa vez, o foco da discussão é um velho tema que, com uma rápida polida, se tornou novo: O uso de símbolos religiosos nas escolas públicas francesas.

Vamos voltar no tempo, para o distante ano de… 2004. Nesse ano, o então presidente Jacques Chirac criou uma comissão chamada Stasi (nada à ver com a antiga polícia secreta da Alemanha Oriental. Embora…) com o objetivo de lidar com a questão dos símbolos religiosos usados por alunos nas escolas públicas: Seriam eles um desrespeito à separação entre a Igreja e o Estado?  Continuar lendo

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Após Charlie Hebdo: e agora?

por Sergio Azeredo da Silveira Jordão.

           Eu estava na França quando o atentado aconteceu. Não em Paris, mas mesmo assim pude sentir e ver um pouco da reação do povo francês. A minha amiga Thaís já falou bastante sobre o que aconteceu no seu post do dia 08 de janeiro[1], por isso, gostaria aqui de mostrar só um pouco do que eu presenciei e do que eu acho que pode acontecer.

           O nordeste e o norte de Paris são as áreas mais pobres da cidade. É também lá onde mora grande parte dos imigrantes árabes, indianos e africanos. Continuar lendo

Sobre o atentado à Charlie Hebdo e a comoção popular

por Thaís Queiroz 

Como a maioria dos que estão conectados à internet ou a qualquer canal de televisão do país já sabem, ontem, dia 7 de janeiro de 2015, 12 pessoas foram assassinadas por dois homens armados e outras onze ficaram feridas na França, mais precisamente na edição da Revista Charlie Hebdo, mundialmente famosa (segundo o que as notícias dizem, é claro, pois eu, na minha humilde ignorância, não tinha nunca ouvido falar) por seu humor baseado em sátiras religiosas e políticas. Continuar lendo