Pelo Jogo. Pelo Mundo – Parte 2

por Julia Zordan e Maiara Folly

Certa vez, voltando de um intercâmbio de curta duração, tive o prazer de estar no mesmo voo da seleção brasileira de futebol, que retornava de um amistoso na França. Durante o voo, conversei com as jogadoras sobre a condição do futebol feminino no Brasil. Bom, sempre soube que a categoria feminina pouco  era valorizada no país. Acreditava, porém, que a realidade das jogadoras da seleção fosse um pouco diferente. Para ilustrar o descaso com nossas craques, mencionarei dois pequenos trechos de nossa conversa.

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Pelo Jogo. Pelo Mundo. – Parte 1

por Julia Zordan e Maiara Folly

Na última quarta-feira, uma operação especial das autoridades suíças, sob liderança da Agência Federal de Investigação dos Estados Unidos (FBI, na sigla em inglês) e coordenada pela Procuradora-Geral dos Estados Unidos, Loretta Lynch, culminou na prisão de sete executivos da Federação Internacional de Futebol (FIFA, na sigla em inglês) sob a acusação de corrução, entre eles, José Maria Marin, ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Em nota, o Departamento de Justiça dos EUA apontou 14 réus, acusados, dentre outros delitos, de extorsão, fraude e conspiração para lavagem de dinheiro. Nas palavras da Procuradora-Geral Lynch, o esquema que envolveu US$150 milhões, sugere que a corrupção na FIFA é “desenfreada, sistêmica e tem raízes profundas” [1].

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Bem, Amig@s d’O Furor!

por Julia Zordan

Todos aqueles que me conhecem minimamente bem sabem que eu sou louca por futebol. Sou daquele tipo que gosta, que acompanha, que se irrita, que fica sem voz de tanto gritar. Minha família toda é assim, então isso sempre foi uma coisa muito normal pra mim. Tem um vídeo aqui em casa meu e da minha prima com mais ou menos 5 aninhos de idade levando a mão ao coração e cantando o hino – todo – do meu time. Tenho olho clínico para julgar se o bandeirinha estava certo ou errado quando marcou aquele impedimento, ou se o juiz acertou quando deu pênalti naquele lance. Mas eu sempre percebi que quando eu fazia qualquer comentário mais elaborado sobre o jogo, aqueles que não estavam acostumados com eu fazer isso me olhavam de forma estranha – ou ficavam espantados, ou achavam graça, ou achavam que eu só estava repetindo alguma coisa que eu ouvi alguém dizer – “Ô pingo de gente, que diabos você sabe de futebol?” Continuar lendo