Ni Una Menos: a inclusão de todas as mulheres na Lei do Feminicídio

   por Julia Zordan

      Está marcada para hoje, às 18:00, uma paralização e passeata de mulheres pela cidade do Rio de Janeiro e por várias cidades da América Latina. Na última quarta-feira, dia 19, Argentina, México e Chile já haviam feito o mesmo. A razão? Lucía Perez. 16 anos. Drogada, violentada e morta no início deste mês. Cerca de 50 organizações convocaram o que foi visto como uma espécie de “greve de mulheres” nestes países [1], justamente para que este não se tornasse apenas mais um feminicídio, mais uma estatística. O movimento da semana passada, que ficou conhecido como “Miercoles Negro” (quarta-feira negra – tradução livre), recebeu apoio de mulheres ao redor de todo o mundo, tendo chegado ao topo da lista de tópicos mais comentados no mundo do Twitter ao longo da tarde, por meio da hashtag #NiUnaMenos.

          O crime do qual Lucía foi vítima se encaixa no escopo do chamado “feminicídio” – ou seja, o assassinato de uma mulher motivado pelo fato de ela ser uma mulher, motivado por uma questão de gênero, como um parceiro inconformado com o fim do relacionamento, sentimento de posse, dentre outros [2]. Este vídeo aqui complementa a caracterização deste tipo de crime.

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FUROR INDICA: As Sufragistas

por Louise Marie Hurel.

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From every corner of the land womankind arise!

Political equality and equal rights with men

Take heart for Mrs. Pankhurst has been clapped in irons again

No more the meek and mild subservience we

We’re fighting for our rights militantly

Never you fear!

(Tradução livre)

De todos os cantos da terra, mulheres ergam-se!

Igualdade política e direitos iguais aos dos homens

Tenham bom ânimo, a Senhora Pankhurst foi aprisionada novamente

Sem mais mansidão e subserviência nós

Nós estamos lutando pelos nossos direitos através da militância

Jamais tema!

Sister Suffragette – Mary Poppins

O filme “As Sufragistas”  se passa em Londres, no início do século XX. Entre a ficção e a realidade, o filme conta a história de um grupo de mulheres (Maud, Violet e Edith) que, devido   aos diferentes rumos da vida, se encontram na luta pelo direito ao voto. Com personalidades e experiências diferentes, suas histórias representam um pouco de cada uma das mulheres que militaram pelo sufrágio feminino.

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E se eu quiser gostar de rosa?

por Julia Zordan

Dia desses eu estava navegando pela internet e me deparei com um texto da revista Time¹ que me chamou muito atenção. Muito disso pelo título – “I Don’t Want My Daughter To Hate Pink” (“Não Quero Que Minha Filha Odeie Rosa”, em tradução livre). Nesse texto, a autora relata uma situação vivida por ela que a fez refletir a respeito da feminilidade. Mãe de uma bebê recém-nascida, ela decidiu, pela primeira vez, colocar um laço no cabelo da filha. Achou bonitinho, fotografou e mandou a foto para uma amiga. Essa amiga respondeu então “Que bom que você colocou um laço na cabeça dela. Assim dá pra saber que ela é uma menina”.

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Nostalgia “de menina”

por Amanda Melo

Desde criança eu tinha problemas com aquelas personagens femininas, seja em filmes com pessoas reais seja em animações, que só sabiam chorar e esperar serem resgatadas pelo seu príncipe encantado. Não tinha paciência pra todo esse drama, lamentações e inação.

Qual não era o meu prazer, então, quando surgiam personagens femininas fortes e inteligentes, que realmente faziam alguma coisa para atingir o que queriam ou para sair de uma situação indesejada! Vou apresentar aqui, então, uma pequena seleção de desenhos que eu via quando era criança e que mostram uma protagonista forte e que, pode parecer exagero, me ajudaram a crescer e me tornar muito mais aberta aos pensamentos feministas.

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