Digitalreal

por Julia Zordan

Na semana passada eu decidi dividir um táxi com uma grande amiga minha, que mora perto de minha casa, já que ela estava com um problema nos pés e não conseguiria enfrentar um metrô ou um ônibus lotado naquelas condições. Era a oportunidade perfeita para botar o papo (e a fofoca também, é claro) em dia. Foi quando ela sacou o celular da bolsa, mexeu um pouco na tela e falou ao motorista: “Moço, vai pelo Rebouças. Está melhor do que pelo Jardim Botânico”. Ela me mostrou que tinha visto a informação em um aplicativo de trânsito, me explicou como que o tal aplicativo funcionava, etc. etc.

Continuar lendo

Anúncios

E se eu quiser gostar de rosa?

por Julia Zordan

Dia desses eu estava navegando pela internet e me deparei com um texto da revista Time¹ que me chamou muito atenção. Muito disso pelo título – “I Don’t Want My Daughter To Hate Pink” (“Não Quero Que Minha Filha Odeie Rosa”, em tradução livre). Nesse texto, a autora relata uma situação vivida por ela que a fez refletir a respeito da feminilidade. Mãe de uma bebê recém-nascida, ela decidiu, pela primeira vez, colocar um laço no cabelo da filha. Achou bonitinho, fotografou e mandou a foto para uma amiga. Essa amiga respondeu então “Que bom que você colocou um laço na cabeça dela. Assim dá pra saber que ela é uma menina”.

Continuar lendo

O Rio Pelos Olhos de… Julia

por Julia Zordan

            No final desta semana será comemorado o aniversário de 450 anos da cidade do Rio de Janeiro. Assim sendo, decidimos fazer uma semana de posts especiais, onde cada um de nós falará sobre um aspecto da cidade. Para dar início a essa série de posts, hoje eu falo sobre a faceta da cidade que tem estado mais em voga: o Rio de Janeiro como Cidade Olímpica. Continuar lendo

Pena de Morte, Hukuman Mati, Doodstraf – Um plural de vozes:

por Julia Zordan

Nessa semana muitas das principais notícias divulgadas pela imprensa aqui no Brasil têm sido relativas ao caso do brasileiro que foi condenado à pena de morte na Indonésia. O assunto do post de hoje, então, não poderia ser diferente. A polêmica em torno do caso é grande: de um lado, os que defendem que os direitos humanos devem prevalecer, que a pena de morte é uma pena desproporcional para qualquer crime; de outro, aqueles que defendem que o fato de a morte ser adotada como pena para alguns crimes ajudaria a preveni-los, já que as pessoas “pensariam duas vezes” antes de cometê-los, ou ainda que defendem que a pena deve ser respeitada, na medida em que o julgamento foi realizado com base nas leis da Indonésia.
Continuar lendo

1 ano sem Mandela? 95 anos com Mandela!

por Julia Zordan

12345Tenho o hábito de ouvir rádio todas as manhãs. Gosto de me manter informada sobre o que acontece no mundo ao meu redor. Foi numa dessas manhãs que eu ouvi que aquele dia marcava o primeiro aniversário de morte de Nelson Mandela. Lembrei-me imediatamente de como me senti naquela quinta-feira em que estava sentada no chão da sala de casa brincando com minha cachorrinha quando a televisão anunciou que Mandela havia falecido. Nem parecia que já fazia um ano inteiro! Eu obviamente já havia ouvido falar sobre Mandela na escola, na mídia, etc., mas foi na faculdade que eu entendi a importância que ele teve na luta pela igualdade de direitos entre negros e brancos – e passei a admirá-lo ainda mais.

Continuar lendo

Bem, Amig@s d’O Furor!

por Julia Zordan

Todos aqueles que me conhecem minimamente bem sabem que eu sou louca por futebol. Sou daquele tipo que gosta, que acompanha, que se irrita, que fica sem voz de tanto gritar. Minha família toda é assim, então isso sempre foi uma coisa muito normal pra mim. Tem um vídeo aqui em casa meu e da minha prima com mais ou menos 5 aninhos de idade levando a mão ao coração e cantando o hino – todo – do meu time. Tenho olho clínico para julgar se o bandeirinha estava certo ou errado quando marcou aquele impedimento, ou se o juiz acertou quando deu pênalti naquele lance. Mas eu sempre percebi que quando eu fazia qualquer comentário mais elaborado sobre o jogo, aqueles que não estavam acostumados com eu fazer isso me olhavam de forma estranha – ou ficavam espantados, ou achavam graça, ou achavam que eu só estava repetindo alguma coisa que eu ouvi alguém dizer – “Ô pingo de gente, que diabos você sabe de futebol?” Continuar lendo