O que tem a ver neoliberalismo com depressão? #SetembroAmarelo

por Marina Sertã

Tenho olhado as movimentações em torno do Setembro Amarelo (Setembro Amarelo é o mês da conscientização e prevenção contra o suicídio). E, pra ser muito sincera, tenho me sentido desconfortável com todas elas. E tenho pensado em como contribuir de alguma forma.

Pensei que a melhor forma seria compartilhar um pouco de mim. Faço isso porque acredito que “se faz sentido pra mim, há de fazer pra alguém” ( 😉 ) . Porque eu acredito piamente que falar de mim é falar dos sistemas políticos e econômicos, das regras sociais e costumes culturais e religiosos nos quais eu estou imersa. Porque, sendo assim, falar de mim, é falar de alguma parte de quem quer que esteja lendo isso, e do mundo inteiro.

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Vida após a monografia ou O Limbo do graduado internacionalista

por Carol Grinsztajn

Essa história é verdadeira. Aconteceu com um amigo de um amigo meu. Ele passou toda a graduação em Relações Internacionais focado na área de pesquisa. Formado, ele pensou que o mais difícil da sua entrada no mundo acadêmico havia passado: sua monografia. Mal sabia ele que a etapa mais difícil não era escrever e sim publicar. Continuar lendo

O que resta (?)

por Marina Sertã

Existem livros que nos inspiram, nos alimentam de alguma forma, nos dão páginas e páginas para falar sobre um tema. Outros livros nos libertam, nos livram de dizer coisas que nos sentíamos obrigados. Essa é a minha relação com o livro International Peacebuilding and Local Resistance: Hybrid Forms of Peace, do Roger Mac Ginty. Esse livro me livrou de escrever uma monografia sobre imposição do Estado moderno na África e suas reverberações na prática do statebuilding e, consequentemente, na dinâmica dos conflitos atuais no continente, mais especificamente na Somália. Foi um processo no qual muito da narrativa que eu vinha contando a mim mesma durante a graduação sobre a minha futura carreira como humanitária vinha perdendo o sentido. Isso acabou me deixando num lugar atordoante de não ter onde me sustentar, mas que foi necessário para que eu sentisse o peso da responsabilidade (ou seria obrigação?) levantar, e alçasse vôo (falling and flying, right?). Uma das formas pelas quais eu trabalhei essa simultaneidade de perda e descoberta de possibilidade – na minha pesquisa e na minha vida, que agora já são uma – foi uma forma de escrita que eu ainda não sei muito bem o nome, mas onde eu venho me encontrando. Gostaria de compartilhar esse momento com vocês na esperança de inspirar alguém a voar na escrita, seja no conteúdo ou na forma.

O que resta

Voz(es)

por Marina Sertã

Estou fazendo um apanhado de algumas teorias pelas quais eu gostaria de ler algumas questões da minha monografia. É um processo duplo de reconhecer como eu leio e/ou gostaria de ler esses problemas e buscar autores que reflitam isso e também de visitar alguns autores e identificar neles leituras que eu gostaria de aplicar aos meus problemas. Até aí ótimo! É o que as teorias deveriam fazer mesmo, não é? Ajudar a ler o mundo. Continuar lendo