O que resta (?)

por Marina Sertã

Existem livros que nos inspiram, nos alimentam de alguma forma, nos dão páginas e páginas para falar sobre um tema. Outros livros nos libertam, nos livram de dizer coisas que nos sentíamos obrigados. Essa é a minha relação com o livro International Peacebuilding and Local Resistance: Hybrid Forms of Peace, do Roger Mac Ginty. Esse livro me livrou de escrever uma monografia sobre imposição do Estado moderno na África e suas reverberações na prática do statebuilding e, consequentemente, na dinâmica dos conflitos atuais no continente, mais especificamente na Somália. Foi um processo no qual muito da narrativa que eu vinha contando a mim mesma durante a graduação sobre a minha futura carreira como humanitária vinha perdendo o sentido. Isso acabou me deixando num lugar atordoante de não ter onde me sustentar, mas que foi necessário para que eu sentisse o peso da responsabilidade (ou seria obrigação?) levantar, e alçasse vôo (falling and flying, right?). Uma das formas pelas quais eu trabalhei essa simultaneidade de perda e descoberta de possibilidade – na minha pesquisa e na minha vida, que agora já são uma – foi uma forma de escrita que eu ainda não sei muito bem o nome, mas onde eu venho me encontrando. Gostaria de compartilhar esse momento com vocês na esperança de inspirar alguém a voar na escrita, seja no conteúdo ou na forma.

O que resta

O Teatro de Não-Saberes

por Marina Sertã

Aos meus caros professores.

É sob o estresse da semana de provas, soterrada por milhares de textos, livros, resumos, esquemas, dancinhas e urucubacas pra decorar os argumentos de autores, que eu vos pergunto, meus caros professores:

É sério que a essa altura do campeonato, no 6º período, eu ainda tenho que decorar matéria pra cuspir em prova?

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