A Atual Crise e a Política Externa Brasileira.

por Sergio Azeredo da Silveira Jordão.

12345Se você abrir agora a página de qualquer jornal de notícias brasileiro, a primeira notícia será, muito provavelmente, algo relacionado à nossa economia e à tão falada crise que nós estamos passando. Como nós chegamos a ela, como sair e (o que todos sempre gostam) os seus culpados, são assuntos que poderiam preencher alguns posts, por isso não vou me concentrar nisso. Pretendo aqui brevemente analisar como a nossa atual situação econômica pode estar influenciando a nossa política externa, para o bem e/ou para o mal. Continuar lendo

Perdida nas manifestações insanas

por Thaís Queiroz

Eu sei. Eu sei que o bom senso sumiu faz tempo. Aliás! Que há lugares em que ele nunca existiu. O problema é que às vezes eu me esqueço disso. Ou então que sou ingênua demais para compreender, com tão pouca idade e experiências, os gênios do pensamento político que povoam as esferas privilegiadas do Brasil. Porque sinceramente estou perdida. Minha repetida reação é a incredulidade.

Refiro-me às manifestações verbais escritas em redes sociais (mais especificamente Facebook e tumblrs) e páginas da internet sobre política e sociedade (incluindo jornais, agências de notícias e blogs) a respeito das passeatas de 15 de março e 12 de abril realizadas em múltiplas cidades do Brasil. Continuar lendo

Aquilo que acontece junto de mim e não percebo – o Haiti é aqui?

por Thaís Queiroz

            Passei minhas férias em uma pequena cidade de colonização alemã no estado de Santa Catarina. Blumenau é o nome dela, a minha cidade natal. Em minha rua, uma rua tranquila de um bairro residencial afastado, vi dois novos prédios – de apenas 4 andares (que é o máximo permitido) – que não estavam ali da última vez. Antes, a rua, e praticamente todo o bairro, tinha só casas. Ao passar por estes prédios diversas vezes, quando ia pegar o ônibus, cumprimentei algumas pessoas: todas de pele negra (o que era muito raro em Blumenau) e ouvi também uma língua diferente da minha enquanto passava e eles continuavam a conversar entre si.

            O meu pai trabalhou por alguns anos no Haiti, indo e voltando de tempos em tempos, e por ele eu sabia mais ou menos como soava o creoli, a língua falada pela maioria da população de lá. Eu desconfiava que era essa: tinha bons motivos para tal. Continuar lendo

Tudo que você precisa saber sobre a crise hídrica em 2 páginas ou menos

por Felipe Teixeira

Com o retorno de período de chuvas, é possível pensar que o pior da crise hídrica já passou e podemos ficar tranqüilos. Só. Que. Não.

Com reservatórios ainda em volumes críticos, a situação se mantém digna de atenção. O sistema de Cantareira, protagonista da crise hídrica em São Paulo, ainda opera em 10%[1] da capacidade. Estamos encarando a possibilidade de diluir água de uma represa poluída no sistema Cantareira para aumentar o volume de água no abastecimento.[2] Vale lembrar que o volume morto – de água que não deveria ser utilizada – já serve ao abastecimento público.

O que presenciamos hoje é o colapso de um sistema altamente ineficiente e uma situação que não vai se alterar sem mudanças estruturais. Para não repetir a história, devemos entendê-la. Por isso, aqui vai o guia: Continuar lendo

Furor indica – Alexandre Garcia fala sobre o número de homicídios no Brasil

por Thaís Queiroz.

No lugar de um post, hoje O Furor indica uma leitura. Na verdade é um vídeo, sobre um assunto de preocupação internacional, mas que o Brasil, infelizmente, é protagonista. Veja a reportagem de Alexandre Garcia sobre os homicídios no Brasil para refletir também e pensarmos formas de modificar este cenário.

 

“Republicanismo” e “Democratismo” – Percepções de um Aluno Após um Intercâmbio em DC.

por Sergio Azeredo da Silveira Jordão.

           Eu morei em Washington D.C. no semestre passado (2014.1) porque eu estava fazendo um intercâmbio. A capital norte-americana (ou “our nation’s capital,” como eles a chamam) é uma cidade muito interessante, com muita história, cultura, beleza e, principalmente, política. O principal jornal local, o The Washington Post, tem um enfoque claramente político e é um dos principais nessa área no país. Eu nunca liguei muito para o assunto de política, por isso quando lá cheguei tinha uma visão pouco clara sobre os dois principais partidos: o Republicano, ou Grand Old Party (GOP), e o Democrata. A imagem que eu tinha na minha cabeça desses dois partidos era mais ou menos:

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25 anos que parecem não existir – A Queda do Muro de Berlin

Um desabafo. Pois preciso.

por Thaís Queiroz

          Hoje comemoramos 25 anos da queda do muro que dividia uma cidade em dois. O Muro de Berlin. Um muro de pedra, mas certamente não apenas de pedra, que dividia… certamente não uma cidade em dois. Acordei e vi isto no doodle do Google de hoje. Um vídeo com cenas d’O Muro sendo derrubado. (Clique aqui se quiser ver o Doodle de 9/nov/2014) E então a ficha cai: 25 anos. faz 25 anos? Não! Meros vinte e cinco anos. Menos que uma vida. Apenas pouco mais que a minha vida. Tenho apenas 21.

          SE ISTO CHOCA?! Eu estou simplesmente estarrecida na manhã de hoje! Imagino que os mais velhos já tenham “se acostumado” e talvez estejam até se rindo do quanto estou impressionada por aqui. Mas não importa. Não consigo conter isso. E por quê? Porque na minha cabeça não faz sentido. VINTE E CINCO ANOS?! Continuar lendo

Uma nova energia para o Mercosul

por Felipe Teixeira

Agora que a Dilma já foi reeleita não tem mais como chorar. Vai ter Mercosul sim. Se reclamar vão ter dois.

O Mercosul passa desde o início do século por uma atual estagnação do processo de integração e limitação de sua relevância enquanto bloco político-econômico. Porém é precipitado dizer que o potencial do bloco estaria esgotado, uma vez que a cooperação pode ir muito além do mercado comum e dos projetos de infraestrutura de transportes que temos hoje. Continuar lendo

O Clássico dos Milhões

por Kayo Moura da Silva

      No último domingo as brasileiras e os brasileiros foram às urnas para decidir sobre o futuro do país. A grande festa da democracia – nome que injustiça nosso carnaval de rua – assemelhou-se a um Fla-Flu em um Maracanã repleto com mais de 100 milhões de torcedores. Quase todos os componentes desse clássico do futebol estavam ali presentes. A diversidade de classes e opiniões, os cantos que vocalizam a participação popular nesse processo, a paixão por aquilo que seu time representa, a admiração pelos craques e também pela história do seu clube, além da emoção e incerteza que marcaram fortemente essas eleições. Continuar lendo