Entendendo as (complicadas) eleições americanas e as propostas de cada candidato

por Franco Alencastro e Sergio Azeredo da Silveira Jordão.

Na terça feira, 1º de março, ocorreu a Super Terça, nos EUA. A votação do Partido Republicano, simultânea com a do Partido Democrata, viu o controverso bilionário e apresentador de reality shows Donald Trump conseguir uma vitória impressionante: levou 7 dos 11 estados em disputa, com margens variando de 33% a 49%, se saindo bem em estados como Alabama, Massachussets e Tennessee. Mais impressionante ainda, na primária do Partido Democrata, Hillary Clinton, que até então enfrentava algumas dificuldades frente ao seu principal competidor, o Senador Bernie Sanders, conseguiu vitórias acachapantes em 7 dos 11 estados, com margens mais do que seguras: entre 64% (Virgínia) e 78% (Alabama). Sanders só se destacou mesmo em seu pequeno estado natal, Vermont, onde conseguiu 86% dos votos, e mais 3 estados.

Espera, mas o que tudo isso quer dizer? Todos esses números? A Hillary foi eleita presidente dos EUA? Ou o Trump (pelo amor de Deus, não diga que é o Trump)? Calma, calma. Não é nada disso. O que acontece é que o sistema americano para eleger o presidente é complicado – muito mais complicado que o nosso, por  exemplo. Continuar lendo

A Atual Crise e a Política Externa Brasileira.

por Sergio Azeredo da Silveira Jordão.

12345Se você abrir agora a página de qualquer jornal de notícias brasileiro, a primeira notícia será, muito provavelmente, algo relacionado à nossa economia e à tão falada crise que nós estamos passando. Como nós chegamos a ela, como sair e (o que todos sempre gostam) os seus culpados, são assuntos que poderiam preencher alguns posts, por isso não vou me concentrar nisso. Pretendo aqui brevemente analisar como a nossa atual situação econômica pode estar influenciando a nossa política externa, para o bem e/ou para o mal. Continuar lendo