Carreiras e RI: O que diabos eu estou fazendo com a minha vida?

por Felipe Teixeira

Se você estuda Relações Internacionais provavelmente já se deparou com a seguinte pergunta: “O que diabos eu estou fazendo com a minha vida?”

Todo mundo sabe que RI é um curso muito abrangente, onde aprendemos um pouco de tudo mas muito raramente as aplicações práticas daquilo que estamos estudando. Se você já tem um objetivo em mente ou quer estudar suas opções, essa postagem pode servir como um guia para você se preparar.

Primeiro apresentarei algumas das carreiras possíveis para o graduando em RI, depois citando opções de carreira e algumas alternativas em como preparar seu currículo para tentar a vaga. Temos muitos formandos em RI em um mercado relativamente limitado tanto em questão de vagas quanto em geografia. Enquanto o mercado se abre vagarosamente para o profissional da área as vagas para Relações Internacionais ainda se concentram no eixo dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal.

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Relações Internacionais e a Questão do Olhar

por Julia Zordan

            Desde que eu entrei para a faculdade fico muito contente quando alguém me pergunta o que eu curso. Tenho muito orgulho de fazer Relações Internacionais e desde meu primeiro período que eu não consigo me ver fazendo outra coisa. Descobri o curso por acaso, numa pesquisa na internet. Desde aquele momento, decidi que era aquilo que queria cursar na faculdade. O primeiro período no curso só fortaleceu a certeza de que eu não me via fazendo qualquer outra coisa, só fortaleceu a certeza que tive naquele momento, mais ou menos um ano antes, de que não queria mais cursar Direito. Queria RI. Hoje, quatro anos depois, a certeza está aqui. A mesma. Intacta.

            O problema é que a pergunta sobre o que eu curso nunca vem sozinha. Sempre vem acompanhada de um “Ah, mas isso não é aquele negócio que você faz para trabalhar lá no consulado?”, ou de um “Que chique! Você vai ser diplomata?”, ou de “Quantas línguas você fala? Você fala chinês? Chinês é importante. A China tá crescendo muito, né?”. Pior ainda: vem acompanhada de um “O que é isso? Mas o que você estuda? Com o que você pode trabalhar quando você faz isso?”.

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