Por que as tragédias importam?

por Marina Sertã

Essa semana são os 126 em Paris, os mais tantos em Mariana, outros em Beirute, mais no Japão. Meses atrás foi o Aylaam. No começo do ano foram os cartunistas da Charlie Hebdo. Antes disso, eu não me lembro. Mas tiveram mais nomes, e números, e lugares, e dores. Todas sentidas, choradas, lamentadas. Porque

“No man is an island,entire of itself;
every man is a piece of the continent,
a part of the main.
(…)
any man’s death diminishes me,
because I am involved in mankind,
and therefore never send to know for whom the bell tolls;
it tolls for thee.”

“Ninguém é uma ilha,
completamente separada;
cada pedaço pertence ao continente,
é parte de um todo.
(…)
toda morte me abate,
pois sou parte da humanidade,
assim não pergunte por quem os sinos tocam;
eles tocam por mim.” (tradução livre)
John Donne

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Pessoas

por Thaís Queiroz

Se há uma coisa que aprendi,
em quatro anos de estudos de relações internacionais,
é que basilarmente tudo se trata de pessoas. E sentimentos.

E desta forma,
mesmo sem saber para onde ou como seguir,
termino esta canção.

Mas apenas esta.
Pois simplesmente pressinto que muitas mais virão.
E o que não faltará será amor, no coração.

(Porque no mundo está difícil)