Aquilo que acontece junto de mim e não percebo – o Haiti é aqui?

por Thaís Queiroz

            Passei minhas férias em uma pequena cidade de colonização alemã no estado de Santa Catarina. Blumenau é o nome dela, a minha cidade natal. Em minha rua, uma rua tranquila de um bairro residencial afastado, vi dois novos prédios – de apenas 4 andares (que é o máximo permitido) – que não estavam ali da última vez. Antes, a rua, e praticamente todo o bairro, tinha só casas. Ao passar por estes prédios diversas vezes, quando ia pegar o ônibus, cumprimentei algumas pessoas: todas de pele negra (o que era muito raro em Blumenau) e ouvi também uma língua diferente da minha enquanto passava e eles continuavam a conversar entre si.

            O meu pai trabalhou por alguns anos no Haiti, indo e voltando de tempos em tempos, e por ele eu sabia mais ou menos como soava o creoli, a língua falada pela maioria da população de lá. Eu desconfiava que era essa: tinha bons motivos para tal. Continuar lendo

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O Rio pelos olhos de… Thaís

por Thaís Queiroz 

Eu queria era fazer Relações Internacionais. Desde a oitava série sabia que era esse o curso que eu queria. Prestei vestibular e mudei-me para o Rio de Janeiro em fevereiro de 2012. O Rio era a minha última opção. Eu sabia que para realizar meu sonho tinha que sair de casa e ir pra longe, mas não era pra cá que eu queria vir. Simplesmente por achar que outros lugares seriam melhores.

No começo, detestava tudo, justamente porque não era pra cá que eu queria vir. Hoje, por coincidência aniversário de três anos que moro aqui, Continuar lendo

Furor indica – Alexandre Garcia fala sobre o número de homicídios no Brasil

por Thaís Queiroz.

No lugar de um post, hoje O Furor indica uma leitura. Na verdade é um vídeo, sobre um assunto de preocupação internacional, mas que o Brasil, infelizmente, é protagonista. Veja a reportagem de Alexandre Garcia sobre os homicídios no Brasil para refletir também e pensarmos formas de modificar este cenário.

 

Sobre o atentado à Charlie Hebdo e a comoção popular

por Thaís Queiroz 

Como a maioria dos que estão conectados à internet ou a qualquer canal de televisão do país já sabem, ontem, dia 7 de janeiro de 2015, 12 pessoas foram assassinadas por dois homens armados e outras onze ficaram feridas na França, mais precisamente na edição da Revista Charlie Hebdo, mundialmente famosa (segundo o que as notícias dizem, é claro, pois eu, na minha humilde ignorância, não tinha nunca ouvido falar) por seu humor baseado em sátiras religiosas e políticas. Continuar lendo

Sobre o que acham que devemos ser

por Thaís Queiroz

    A Graduação em Relações Internacionais, que iniciamos em 2012, nos abriu portas para discussões de assuntos rotineiros com abordagens mais críticas do que costumávamos fazer. Estas discussões foram aos poucos se expandindo para mais e mais assuntos e hoje inclusive algumas ações já foram feitas em função disso. Gostaríamos de compartilhar aqui com vocês uma destas ações. Ela diz respeito a identidades, imagens e preconceitos. Vamos dividir esta apresentação em duas partes. Hoje, teremos um relato. Em uma próxima publicação levantaremos questões a este respeito.

     Esta ação começou por acaso. Duas amigas da faculdade, que são muito próximas, compartilham muitos momentos e situações juntas, em consequência ouvem piadas (e fazem piadas junto) a respeito de serem namoradas.

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25 anos que parecem não existir – A Queda do Muro de Berlin

Um desabafo. Pois preciso.

por Thaís Queiroz

          Hoje comemoramos 25 anos da queda do muro que dividia uma cidade em dois. O Muro de Berlin. Um muro de pedra, mas certamente não apenas de pedra, que dividia… certamente não uma cidade em dois. Acordei e vi isto no doodle do Google de hoje. Um vídeo com cenas d’O Muro sendo derrubado. (Clique aqui se quiser ver o Doodle de 9/nov/2014) E então a ficha cai: 25 anos. faz 25 anos? Não! Meros vinte e cinco anos. Menos que uma vida. Apenas pouco mais que a minha vida. Tenho apenas 21.

          SE ISTO CHOCA?! Eu estou simplesmente estarrecida na manhã de hoje! Imagino que os mais velhos já tenham “se acostumado” e talvez estejam até se rindo do quanto estou impressionada por aqui. Mas não importa. Não consigo conter isso. E por quê? Porque na minha cabeça não faz sentido. VINTE E CINCO ANOS?! Continuar lendo