O Acordo Nuclear entre o P5+1 e o Irã saiu!

por Sergio Azeredo da Silveira Jordão.

12345Finalmente saiu! Depois de 12 anos, várias propostas, idas e vindas, muitas acusações e muita desconfiança de ambos os lados, saiu um acordo final entre os Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha (o chamado P5+1 ou UE3+3) e o Irã sobre o programa nuclear iraniano. O chamado Plano Compreensivo de Ação Conjunta (JCPOA, sigla em inglês para Joint Comprehensive Plan of Action) foi assinado pelos 7 países e pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) em Viena na última terça-feira, dia 14 de julho, e marca uma mudança histórica nas relações entre o Irã com o resto do mundo, principalmente com os EUA e a Europa. Mas, o que é esse acordo? Por que ele é importante? E, por que um acordo era necessário? Espero conseguir responder a essas questões agora.

Reuters/Carlos Barria - Ministros do P5+1 e delegação iraniana na sede da ONU em Viena no dia 14 de julho. Da direita para a esquerda: chinês alemão, Federica Mogherini, Mohammad Javad Zarif, Ali Akbar Salehi (chefe da Organização de Energia Atômica do Irã), Sergey Lavrov, Philip Hammond e John Kerry

Reuters/Carlos Barria – Ministros do P5+1 e delegação iraniana na sede da ONU em Viena, 14 de julho. Da esquerda para a direita: Wang Yi, Laurent Fabius, Frank-Walter Steinmeier, Federica Mogherini (Chefe de Política Externa da UE), Mohammad Javad Zarif, Ali Akbar Salehi (chefe da Organização de Energia Atômica do Irã), Sergey Lavrov, Philip Hammond e John Kerry

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O Não Acordo de Anteontem entre o P5+1 e o Irã.

 por Sergio Azeredo da Silveira Jordão

          Era para eu ter escrito na semana passada, mas troquei de dia para poder escrever sobre o Acordo Nuclear Compreensivo que deveria ter sido firmado nessa última segunda (dia 24/11) entre os EUA, Reino Unido, França, Rússia, China e Alemanha (o chamado P5+1) e o Irã. Porém, como todos já devem saber, tal acordo não aconteceu, foi postergado… para daqui a sete meses… para a minha frustração. Depois de descer as escadas da minha universidade com alguns membros d’O Furor dizendo que esses negociadores estavam de brincadeira comigo, fui ver quais teriam sido os principais “pontos de tensão” entre os negociadores e percebi o quão idealista eu fui com relação a essas conversas (logo eu que me considero tão realista).

John Kerry, Philip Hammond, Sergey Lavrov, Mohammad Javad Zarif, Frank-Walter Steinmeier, Laurent Fabius, Catherine Ashton e Wang Yi.

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